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Liderança e Emotologia

Prof. Gilberto de Souza - 21/06/2006
 
A Humanidade passa por um momento muito especial, onde se faz necessária a presença de um grande número de pessoas com características de liderança, uma liderança baseada em princípios, não só no ambiente corporativo, mas em instituições sociais e em nosso ambiente familiar. Dentro desse contexto surge a questão: o que é liderança?

Existem inúmeras definições sobre liderança e poderíamos escrever um livro com centenas de páginas sobre seus significados, e, ainda assim, gerar mais questionamentos sobre as diferenças entre cada um deles, em vez de encontrar respostas claras e objetivas. No entanto, o fator comum dentre as definições de liderança é o de que o líder inspira e desenvolve pessoas.

Se uma pessoa não for capaz de inspirar um grupo de pessoas com uma visão, um objetivo ou uma estratégia, gerando comprometimento de todos os envolvidos em uma determinada missão, ela não liderará esse grupo. Ela poderá comandar, coordenar, chefiar, dirigir, gerir, orientar, mas não liderar.

A escola ficou obsoleta, e, por este motivo, as empresas herdaram a responsabilidade de oferecer conhecimento, desenvolver habilidades e competências dos seus colaboradores, não por uma questão de responsabilidade social, mas por uma questão de sobrevivência. O líder tem um papel fundamental no desenvolvimento das pessoas que compõem sua equipe, pois o seu resultado depende da produtividade de seus liderados.
“Antes de se tornar líder, o sucesso se limita
ao próprio crescimento. Quando você se torna um líder,
o sucesso depende do crescimento dos outros.”
– Jack Welch

O Prof. Luiz Machado, Ph.D., autor do livro “Se Funciona É Obsoleto”, que foi best seller na década de 70, costuma dizer que: “O grande desafio das empresas será o de despertar reservas cerebrais normalmente não usadas, pois só assim, poderão contar com um grupo de pessoas alinhadas e preparadas para liderarem uma verdadeira transformação frente às adversidades, criando soluções para os novos desafios. E, para isso, as empresas terão que reformular seus métodos de treinamento e desenvolvimento, de forma que criem as condições ideais para as pessoas mobilizarem suas potencialidades como elemento de auto-realização.”

Após estudar as bases científicas do comportamento humano por mais de 40 anos, em vários países do mundo, o Prof. Luiz Machado aplicou sua teoria em mais de 20.000 alunos, nos laboratórios da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), chegando a conclusões importantíssimas sobre o processo de mobilização de potencialidades humanas.

Em 1984, 11 anos antes do lançamento do livro “Inteligência Emocional” do autor americano Daniel Goleman, o Prof. Luiz Machado revolucionou o conceito de desenvolvimento humano quando apresentou em congresso de cientistas, na Suécia, sua teoria de que a inteligência dependia mais do Sistema Límbico (estruturas que ficam bem no interior do cérebro e são mais responsáveis pelas emoções) que do Intelecto.

Ao longo de todos esses anos, o Prof. Luiz Machado estudou como criar as condições ideais para que as pessoas pudessem mobilizar suas potencialidades, mudar comportamentos e desenvolver habilidades de forma eficaz, desenvolvendo um conjunto de técnicas e procedimentos que visam à mobilização da região do cérebro mais responsável por estas atividades: o Sistema Límbico.

A esse conjunto de conhecimentos sistematizados com base nas neurociências e na física quântica, que, adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinados fenômenos e fatos, formulados de forma metódica e racionalmente para promover o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de auto-realização, recebeu o nome de EMOTOLOGIA.

EMOTOLOGIA é uma palavra híbrida formada do latim e(x) “para fora”, motus, “movimento” e o grego lógos, “tratado, descrição”.


Como tudo isso está relacionado com liderança?
Uma pessoa pode saber intelectualmente quais as habilidades, quais os comportamentos e quais as características comuns aos grandes líderes, mas isso não garantirá que ela expressará esses conhecimentos em suas atitudes diante dos acontecimentos da vida.

Conhecer intelectualmente todos os músculos envolvidos no processo de andar de bicicleta, saber como posicionar o tronco, como respirar etc., não significa que a pessoa esteja preparada para subir numa bicicleta e vencer uma competição.

Para que uma pessoa mude seu modelo mental, e possa expressar verdadeiramente um novo comportamento, nas mais diversas situações do cotidiano, ela precisa mobilizar o sistema límbico no processo de aprendizagem desse novo modelo mental e aplicá-lo na prática, até que se torne espontâneo.

Para desenvolver uma nova habilidade, precisamos de estímulos externos ou internos que mobilizem nosso sistema límbico, pois a expressão espontânea de nossos comportamentos é produzida não só em nosso sistema nervoso central, mas, principalmente, em nosso sistema nervoso autônomo. E é o Sistema Límbico o responsável pela programação e gerenciamento de ambos os sistemas.

Infelizmente as pessoas estão em busca da fórmula mágica, do livro mágico, do curso mágico, ou do guru que será capaz de transformar tudo em segundos.

Precisamos entender que as descobertas tecnológicas podem contribuir para acelerar o processo, mas não substituí-lo. Podemos acelerar o processo de produção de grãos, mas ainda teremos que preparar o solo, plantar, cultivar e colher, ou seja, precisamos criar as condições ideais para chegarmos ao objetivo. Quando falamos sobre o comportamento humano, não é diferente, precisamos entender que a velocidade da mudança é proporcional à qualidade das “condições ideais” para que essa transformação realmente aconteça, permaneça e dê frutos.

Um líder detentor de tais informações pode não só criar um plano de autodesenvolvimento contínuo e eficaz, como também, criar as condições ideais para o desenvolvimento das pessoas que compõem sua equipe.

O processo de liderança poderá se beneficiar significativamente com esse corpo de conhecimentos que explica de forma didática, como promover o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de auto-realização. Com as novas descobertas sobre o funcionamento do cérebro, atualmente podemos desenvolver cenários sintéticos, onde as pessoas possam vivenciar experiências físicas, emocionais e psicológicas, mobilizando capacidades e desenvolvendo habilidades ligadas à liderança.

Gilberto de Souza, 21/06/2006
gilberto@cidadedocerebro.com.br
Administrador de Empresas;
Pesquisador do Comportamento Humano;
Diretor de Desenvolvimento da Cidade do Cérebro;
Fundador do Centro de Desenvolvimento Humano;
Conferencista Especialista em Liderança e Comportamento Humano.

 
 
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